EXCLUSIVO! Jogo rápido com com Pipo Derani

Luis Felipe Derani, conhecido como Pipo Derani, entrou para o mundo do Endurance em 2014, sempre realizando boas apresentações. Apontado como uma das promessas brasileiras nos monopostos, o piloto decidiu, no fim de 2014, dar um outro rumo na carreira: trocar os carros de fórmula pelos de endurance.

Seu novo desafio será disputar as 24 Horas de Le Mans como piloto da Ferrari. O jovem piloto, que venceu pela segunda vez as 12 Horas de Sebring no mês passado, estará ao lado de Toni Vilander e Antonio Giovinazzi no novo #52 Ferrari 488 GTE para brigar pela vitória na super competitiva categoria LMGTE Pro.

Para Derani, o convite marca a realização de um sonho que ele sempre teve em sua carreira, de um dia competir pela famosa e mundialmente conhecida montadora italiana. O brasileiro revelou que estará conhecendo o novo Ferrari 488 GTE nos próximos meses, antes dos testes oficiais para a lendária corrida.

Em entrevista exclusiva para o portal GRID BRAZIL, Derani revela detalhes desta nova fase da carreira, planos para o futuro e sua transação dos monopostos para o endurance.

Elton Alexandre – Pipo, sua contratação pela Ferrari, para disputar as 24 Horas de Le Mans, mostra o bom momento que você passa pela carreira. As chances de uma vitória são grandes. Como você está encarando esse desafio?
Pipo Derani – Correr pela Ferrari sempre foi um sonho e hoje ele se concretiza em uma das maiores corridas do mundo. Estou muito animado em defender as cores da Ferrari nesta que será sem dúvida a categoria mais forte com 18 carros, todos de fábrica e com pilotos de altíssimo nível.

Elton Alexandre – Você vai dividir a Ferrari #52 com Toni Vilander e Antonio Giovinazzi. Já iniciou alguma espécie de preparação, testes em pista ou no próprio simulador da equipe italiana?
Pipo Derani – Ainda não tive contato com o carro mas terei antes do teste oficial em Le Mans. Também devo fazer simulador em Maranello.

Elton Alexandre – Ao contrário de muitos pilotos que buscam um lugar na Fórmula 1, você acabou indo para o Endurance. Faltou algum incentivo, apoio profissional? Caso não tivesse encaixado no endurance, qual outra categoria gostaria de participar?
Pipo Derani – Para qualquer piloto o apoio financeiro é extremamente importante para chagar na Fórmula 1. No meu caso não foi diferente. A falta de experiência em tomar decisões também se mostrou importante e para chegar à Formula 1, tomar as decisões corretas é tão importante quanto o apoio financeiro. Hoje estou bem no endurance. A Indy e o Super GT no Japão são categorias que me chamam atenção.

Elton Alexandre – Como foi a transição dos monopostos para os carros de endurance? Precisou fazer uma preparação especial para a parte física?
Pipo Derani – A parte física foi o mais difícil. Estava acostumado a fazer corridas de no máximo 40 minutos. No Endurance podemos ficar até 4 horas no carro de uma vez só dependendo da pista. Em termos de pilotagem, nos GT’s a adaptação foi mais manhosa, os protótipos são parecidos com os Formulas.